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GIRO NACIONAL
Eleições 2018 | Começam as vaquinhas online
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Moises Pacheco Gravataí - RS
Postada em 13/05/2018 ás 14h26
Eleições 2018 | Começam as vaquinhas online

Depois do prazo final para filiação de pré-candidatos aos partidos em abril, a campanha eleitoral dá mais um passo na semana que se inicia. A partir de 15 de maio, próxima terça-feira, os interessados em disputar uma cadeira de deputado estadual, distrital, federal, senador, governador ou presidente da República podem lançar campanhas de financiamento coletivo online, os crowdfundings.


Será a primeira vez que será possível doar aos candidatos em plataformas do tipo, algo que já acontece em grandes eleições mundo afora, como nos Estados Unidos. Além de facilitar a vida de quem pretende investir em uma candidatura, o novo método ajuda os próprios candidatos a “passar o pires” em momento de crise.


Sem as doações empresariais, consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em 2015, os diretórios partidários terão à disposição apenas o fundo eleitoral público aprovado na última reforma eleitoral. O montante dividido pelos candidatos passa de cerca de 5 bilhões de reais (em valores da época) em 2014 para 1,7 bilhão de reais em 2018.


Apesar de campanhas mais baratas serem um clamor natural da sociedade, em especial quando os recursos vêm dos cofres públicos, a falta de recursos fará os partidos derem prioridade às candidaturas competitivas. O sistema eleitoral de deputados federais segue sendo proporcional, portanto, investir em puxadores de voto continua sendo bom negócio para ampliar as bancadas na Câmara dos Deputados. O contexto pode causar uma redução do número de candidaturas por puro arrocho de contas. Em 2014, foram mais de 25.000 candidatos.


De qualquer forma, trata-se de um mercado poderoso para as plataformas de financiamento coletivo. O interesse das empresas em ter sua fatia nesse bolo é notável. As contas mostram que o mercado é ótimo. Cada candidato tem um limite elástico de gastos para sua campanha e cada empresa de financiamento recolhe em média 5% ou 6% do que arrecada para si.


Candidatos à Presidência da República têm limite de gastos de 70 milhões de reais cada; governadores, de 2,8 milhões a 21 milhões de reais a depender do tamanho do estado; senadores, de 2,5 milhões a 5,6 milhões de reais; deputados federais, 2,5 milhões de reais; os demais, 1 milhão de reais.


Como o fundo eleitoral não será suficiente para todos, as empresas do setor se animaram. Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou 10 empresas interessadas em participar do financiamento de campanhas a operar na eleição. Outras 29 aguardam avaliação do órgão para operar.

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