domingo, 24 de junho de 2018
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Giro Político

12/06/2018 ás 13h10

Moises Pacheco

Gravataí / RS

Eleições 2018 | Veja algumas propostas dos ‘pré’ candidatos em relação a economia
Com informações da Revista Exame
Eleições 2018 | Veja algumas propostas dos ‘pré’ candidatos em relação a economia

O primeiro turno da eleição presidencial do Brasil está programado para 7 de outubro e o suspense em relação a quem assumirá a maior economia da América Latina é cada vez maior.


Confira a seguir o que alguns dos principais candidatos têm a dizer a respeito dos assuntos econômicos mais polêmicos.


Privatização


Jair Bolsonaro


Venderá rapidamente um terço das empresas estatais, principalmente aquelas criadas por governos de esquerda. Afirma que ativos estratégicos precisam ser “preservados” e defende restrições à propriedade de terras agrícolas e depósitos minerais por estrangeiros.


Ciro Gomes


– Não é contrário às privatizações em princípio, mas se opõe à venda de empresas estratégicas como a Petrobras e a Eletrobras.


– Promete expropriar determinados campos de petróleo leiloados durante o governo do presidente Michel Temer.


Marina Silva


– “Não tenho dogma contra privatizações”, afirmou.


– É contrária à ideia de vender Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.


Geraldo Alckmin


– De forma geral, apoia as privatizações, mas postura em relação à venda da Petrobras oscila.


– Não venderia bancos estatais como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.


Alvaro Dias


– Apoia a privatização e promete vender 149 empresas estatais.


– É contrário à ideia no tocante a empresas que descreve como estratégicas, como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.


Reforma da Previdência


Jair Bolsonaro


– Apoia uma reforma da previdência de forma geral, mas ainda está trabalhando em uma proposta; alerta que o sistema previdenciário atual provavelmente vai “explodir” nos próximos anos.


– Como todos os candidatos, com exceção de Alckmin, Bolsonaro criticou a proposta de reforma do governo Temer.


Ciro Gomes


– Afirma que o sistema previdenciário do Brasil não tem déficit, mas apoia uma reforma multifacetada favorável a novas entradas no mercado de trabalho e uma pensão mínima universal.


Marina Silva


– A reforma da previdência é estratégica e precisa ser enfrentada logo no início do novo governo.


Geraldo Alckmin


– Apoia a proposta de Temer de fixar uma idade mínima de aposentadoria e de limitar outros benefícios.


– Afirma que o próximo presidente precisa aprovar uma reforma nos seis primeiros meses de governo.


Alvaro Dias


– É favorável à idade mínima e à redução da diferença entre as aposentadorias públicas e privadas.


Autonomia do Banco Central


Jair Bolsonaro


– Defende um Banco Central autônomo com meta de inflação clara.


– Seria bom manter a diretoria atual do banco ou empossar uma com ideias similares.


Ciro Gomes


– Afirma que o Banco Central atua com uma autonomia “criminosa”, citando nomeações do setor privado para o conselho ao longo dos anos.


– Para ele, o Banco Central deveria ter metas para inflação e emprego.


Marina Silva


– Apoia a autonomia operacional para o Banco Central. Afirma que sua proposta em 2014 como candidata, favorável à independência do Banco Central, não correspondia à sua visão pessoal.


Geraldo Alckmin


– Afirma que a autonomia do Banco Central não é tão prioritária quanto a questão fiscal.


– Diz que Ilan Goldfajn está fazendo um bom trabalho e que seria uma boa ideia mantê-lo no cargo.


Alvaro Dias


– Descreve a autonomia do Banco Central como um objetivo.


Estado grande ou não?


Jair Bolsonaro


– Defende um Estado menor e a limitação da carga tributária do Brasil.


– É contrário à taxação de lucros e dividendos.


Ciro Gomes


– Afirma que os cidadãos pobres e de classe média pagam mais impostos do que a classe alta.


– Apoia a transferência da carga tributária das compras de produtos básicos, medicamentos e eletricidade para outras áreas, incluindo heranças e riquezas.


Marina Silva


– Quer uma transparência maior e um sistema tributário descentralizado e simplificado.


– Argumenta que os cidadãos pobres não deveriam pagar mais impostos.


– Pensa que o enxugamento não pode comprometer a capacidade do governo de oferecer serviços básicos.


Geraldo Alckmin


– Defende a necessidade de cortar custos para fazer negócios no Brasil e a implementação de medidas que aumentem a competitividade e também a confiança para atrair investimentos.


Alvaro Dias


– Defende a ideia de reduzir o número de ministérios e também o número de parlamentares do Senado e da Câmara dos Deputados.


– Afirma que o Estado brasileiro cresceu demais.

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